domingo, 19 de junho de 2011

VISITA A MAUÉS - Por Marcelo Ramos - Deputado Estadual - PSB

Maués
19/06/2011
Alcides Werk, poeta e ilustre morador de Maués numa passagem da sua vida, deve ter pensado na bela paisagem natural que abraça a cidade, quando escreveu: “Quando se esgotar o meu tempo de luta, construirei minha morada entre árvores sadias e simples”.
Eu que ainda estou no meu tempo de luta, visitei Maués esse final de semana e vi a irresponsabilidade, a corrupção e a incompetência administrativa destruírem o sonho do poeta de uma encontrar na cidade o espaço das árvores sadias e simples e ali construir sua moradia.
Aqui em Maués, a certeza da impunidade de um prefeito improbo e irresponsável, protegido por questionáveis decisões judiciais, ignora qualquer limite no trato do dinheiro público.
Podemos encontrar aqui um convênio de R$ 8 milhões para a construção de um porto, outro de R$ 4 milhões para a reforma da orla da cidade e ainda um de mais de R$ 400 mil para um Telecentro e outro de mais de R$ 500 mil para um aterro sanitário. Todos frutos de recurso federais e todas as obras igualmente inacabadas e paralisadas.
Costumamos nos indignar pela obra parada ou pelo recurso desperdiçado, mas o mais grave é o que os nossos olhos não podem ver.
A falta do porto, contem a economia do município e leva o povo ao desemprego e a fome. O telecentro competiria com as drogas e a prostituição infantil que escraviza parcela da juventude. O aterro sanitário substituiria o lixão que contamina o Maués-Mirim. Por trás de tantos desmandos, há pessoas, mulheres sofridas, crianças abandonadas, homens desesperados. Há pessoas!
Fico imaginando como pode dormir tranquilo um homem que ignora o sofrimento do seu povo. Como pode olhar para os seus filhos sem se envergonhar? Num país sério, o prefeito de Maués estaria preso!
A única coisa que a bandalheira estabelecida na Prefeitura de Maués não consegue anular é a esperança do povo que, como diria o poeta que por aqui passou, no seu tempo de luta, sonha construir sua morada tranquila entre árvores sadias e simples.

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